O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. A boa notícia é que, quando reconhecido rapidamente e tratado com urgência, o paciente tem grandes chances de sobreviver sem sequelas graves. O problema é que muitas pessoas ignoram ou não reconhecem os sinais até que seja tarde demais.
O que é um infarto?
O infarto ocorre quando uma artéria coronária — responsável por levar sangue e oxigênio ao músculo cardíaco — fica obstruída, geralmente por um coágulo que se forma sobre uma placa de gordura (aterosclerose). Sem oxigênio, as células do coração começam a morrer em minutos.
Por isso, o tempo é o fator mais crítico: cada minuto sem tratamento representa mais músculo cardíaco perdido. O lema dos cardiologistas é "time is muscle" (tempo é músculo).
Os principais sinais de alerta
1. Dor ou pressão no peito
O sintoma mais clássico é uma dor intensa no centro do peito, frequentemente descrita como uma "pedra" ou "aperto". Pode durar mais de 20 minutos e não cede com repouso. Atenção: nem sempre é uma dor insuportável — pode ser uma pressão leve ou desconforto.
2. Irradiação para o braço, mandíbula ou costas
A dor do infarto com frequência se irradia para o braço esquerdo (às vezes o direito), mandíbula, pescoço, ombros ou costas. Esse padrão de dor referida é uma das características mais importantes para identificar a origem cardíaca do sintoma.
3. Falta de ar
A dispneia (dificuldade para respirar) pode ocorrer junto com a dor no peito ou sozinha, especialmente em mulheres, diabéticos e idosos — que frequentemente têm apresentações atípicas do infarto.
4. Suor frio e palidez
O suor frio repentino, sem causa aparente, acompanhado de palidez e sensação de mal-estar, é um sinal importante. O organismo entra em estado de estresse cardiovascular grave.
5. Náusea, vômito e tontura
Esses sintomas são especialmente comuns no infarto de parede inferior do coração. Muitas pessoas confundem com problemas digestivos, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento.
6. Sensação de morte iminente
Um sintoma pouco comentado, mas muito relatado pelos pacientes: uma sensação avassaladora de que "algo muito grave está acontecendo". Confie nessa percepção.
Dor ou aperto no peito
Dor irradiada para o braço
Falta de ar
Suor frio e palidez
Náusea e tontura
Sensação de mal-estar grave
Diferenças nos sintomas entre homens e mulheres
As mulheres com maior frequência apresentam sintomas atípicos de infarto: fadiga extrema, dor nas costas ou mandíbula, náusea isolada, ou simplesmente uma sensação de cansaço incomum. Por isso, muitas chegam ao hospital tarde demais. É fundamental que as mulheres também conheçam esses sinais.
O que fazer se suspeitar de infarto?
- Não espere. Não tente "ver se passa". Cada minuto conta.
- Ligue para o SAMU (192) ou peça que alguém te leve imediatamente ao pronto-socorro.
- Não dirija sozinho. Uma arritmia pode ocorrer a qualquer momento.
- Mastigue uma aspirina (100–300 mg) se disponível e se não houver contraindicação — reduz o coágulo.
- Mantenha-se calmo e afrouxe roupas apertadas. Sente-se ou deite-se em posição confortável.
Fatores de risco que aumentam a chance de infarto
Conhecer seus fatores de risco é essencial para a prevenção:
- Hipertensão arterial (pressão alta)
- Diabetes mellitus
- Tabagismo
- Colesterol e triglicerídeos elevados
- Sedentarismo e obesidade
- Histórico familiar de doença cardíaca
- Idade: homens acima de 45 e mulheres acima de 55 anos
- Estresse crônico
Conclusão
O infarto é uma emergência médica. Reconhecer os sinais, agir rapidamente e ter acompanhamento cardiológico preventivo são as melhores armas contra essa doença. Não deixe para amanhã a consulta que pode salvar sua vida.
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