A hipertensão arterial sistêmica (HAS) — conhecida popularmente como "pressão alta" — afeta cerca de 36% dos adultos brasileiros. É o principal fator de risco para infarto, AVC e insuficiência renal. O mais preocupante: na maioria das vezes ela não causa sintomas, sendo chamada de "assassina silenciosa".
O que é pressão arterial e quando ela é considerada alta?
A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias ao circular pelo corpo. Ela é medida em dois valores:
- Pressão sistólica (máxima): quando o coração contrai e bombeia sangue
- Pressão diastólica (mínima): quando o coração relaxa entre os batimentos
| Classificação | Sistólica (mmHg) | Diastólica (mmHg) |
|---|---|---|
| Normal | < 120 | < 80 |
| Elevada | 120–129 | < 80 |
| Hipertensão Estágio 1 | 130–139 | 80–89 |
| Hipertensão Estágio 2 | ≥ 140 | ≥ 90 |
| Crise Hipertensiva | > 180 | > 120 |
Por que a pressão alta é tão perigosa?
Quando a pressão arterial permanece cronicamente elevada, as artérias sofrem danos progressivos: as paredes ficam mais rígidas e espessas, favorecendo o acúmulo de placas de gordura (aterosclerose). Isso aumenta drasticamente o risco de:
- Infarto agudo do miocárdio
- Acidente vascular cerebral (AVC)
- Insuficiência cardíaca
- Doença renal crônica
- Retinopatia hipertensiva (danos à visão)
Como controlar a pressão arterial
1. Reduza o sal
O sódio é um dos principais vilões da hipertensão. A OMS recomenda menos de 2g de sódio por dia (equivalente a 5g de sal). Evite alimentos ultraprocessados, embutidos, conservas e fast food — que concentram grande parte do sódio consumido sem que percebamos.
2. Mantenha peso saudável
Cada quilo de excesso pode elevar a pressão sistólica em 1 mmHg. Perder apenas 5–10% do peso corporal já traz redução significativa da pressão arterial.
3. Pratique exercícios regulares
30 minutos de caminhada moderada na maioria dos dias da semana reduzem a pressão sistólica em até 7 mmHg. O exercício físico regular é um dos tratamentos mais eficazes — e com zero efeitos colaterais.
4. Reduza o consumo de álcool
O álcool eleva a pressão arterial e interfere na eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos. O consumo deve ser limitado ao máximo.
5. Abandone o tabagismo
Cada cigarro causa elevação imediata da pressão arterial. O tabagismo potencializa o dano vascular e multiplica o risco cardiovascular.
6. Gerencie o estresse
O estresse crônico ativa o sistema nervoso simpático, elevando a pressão de forma sustentada. Técnicas de meditação, respiração e sono de qualidade fazem diferença real.
7. Use os medicamentos corretamente
Quando prescrito pelo médico, o tratamento farmacológico é essencial. Nunca interrompa o uso do remédio porque a pressão "normalizou" — ela normalizou exatamente por causa do medicamento.
Quando procurar um cardiologista?
Procure atendimento imediato se sua pressão estiver acima de 180/120 mmHg, especialmente acompanhada de dor de cabeça intensa, dor no peito, falta de ar, distúrbios visuais ou confusão mental — isso pode ser uma crise hipertensiva, uma emergência médica.
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